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A MRA tem desempenhado um papel muito ativo na defesa dos interesses dos lesados do chamado "caso BES".
É uma das sociedades fundadoras do Consórcio para a Defesa dos Investidos do BES.
No quadro deste consórcio, os advogados da sociedade patrocinam:
- processos judiciais, em representação de coletivos de pessoas físicas e jurídicas;
- processos judiciais, em representação de pessoas individuais, físicas ou jurídicas.

Os processos coletivos instaurados são os seguintes:

1. Ação administrativa especial com o nº 2607/14.0BELSB, que pende na 2ª Unidade Orgânica do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, em que se peticiona o seguinte:

I.                   Decretar-se a anulação da medida de resolução decidida pelo Banco de Portugal relativamente ao Banco Espírito Santo S.A.;

II.                Decretar-se a anulação da transferência dos ativos, passivos, elementos extrapatrimoniais e ativos sob gestão do Banco Espírito Santo, SA para o Novo Banco, SA, devendo todo esse acervo patrimonial ser transferido e regressar à esfera patrimonial do Banco Espírito Santo, SA;

III.             Até ao trânsito em julgado de decisão a proferir na presente lide, deve o Novo Banco, SA, abster-se de vender ou alienar ativos, passivos, elementos extrapatrimoniais e ativos sob gestão que são legalmente do Banco Espírito Santo, SA e que foram objecto de transferência;

IV.             Decretar-se a nulidade e extinção do banco de transição denominado Novo Banco, SA; 

V.                Declarar-se a nulidade do contrato de mútuo em que se fundou o empréstimo da República Portuguesa ao Fundo de Resolução;

VI.             Condenar-se o Banco de Portugal nas custas e em procuradoria condigna.

Os autores são acionistas e outros investidores, em número de mais de 150.
Para além dos autores iniciais estamos a adicionar novos autores, com a posição processual de intervenientes, todos os meses.
2. Inquérito judicial  com o nº 1360/14.1TLSB.L1, pendente no Tribunal da Relação de Lisboa, em que se pede um exame nas escritas do Banco Espírito Santo e do Novo Banco, por serem contraditórias as informações sobre a situação económica do Banco Espírito Santo.
Este processo foi  indeferido liminarmente, estando em recurso do Tribunal da Relação de Lisboa.

3. Providência cautelar de arresto com o nº 21331/15.0T8LSB, da Secção de Comércio do Tribunal da Comarca de Lisboa. Pede-se nesse processo o arresto:

I.                            De todos os bens imóveis existentes à data da medida de resolução na titularidade do Banco Espírito Santo, desde que não  transmitidos a terceiros por escritura pública ou documento equivalente celebrado pela administração do BES;

II.                          De todos os móveis e equipamentos constantes da escrita do Banco Espírito Santo na data da medida de resolução;

III.                       De todos os ativos constantes da escrita do Banco Espírito Santo à data da medida de resolução, desde que não tenham sido transmitidos para o Novo Banco ou para terceiros pela administração do Banco Espírito Santo e desde que a transmissão não conste da escrita do Banco Espírito Santo.

IV.                      Requerem ainda o arresto do valor de provisões constituídas para garantia do pagamento das obrigações relativas a papel comercial, o qual deve continuar afeto ao cumprimento dessas obrigações, devendo esse cumprimento fazer-se no quadro da liquidação do Banco Espírito Santo.

V.                         Do crédito fiscal de que o Banco Espírito Santo é titular junto da Administração Tributária, que foi “transferido” para o Novo Banco, por tal crédito ter sido gerado exclusivamente pela atividade do Banco Espírito Santo.